Quanto custa alcançar mil pessoas com anúncio em Florianópolis
Duas páginas que aparecem no topo da busca dão faixas diferentes para o mesmo posicionamento, e nenhuma mostra de onde tirou. Este texto explica por que não existe tabela, o que mudou de fato em 2026 e como achar o seu próprio número no Gerenciador.
Custo por mil pessoas alcançadas em Florianópolis não tem preço fixo, e quem responde com tabela está estimando. O valor sai de um leilão que a Meta roda a cada exibição, e muda conforme quem está disputando a mesma pessoa naquele instante.
Este texto mostra as duas faixas que circulam na primeira página do Google e por que elas não batem, explica o que é o leilão, traz o único número documentado que mudou em 2026 e ensina onde ler o seu próprio CPM. No fim, um argumento impopular sobre por que essa métrica decide menos do que parece.
Um detalhe do levantamento que a gente fez em agosto: entre as dezesseis perguntas que o Google exibe para quem procura agência aqui, essa apareceu em duas buscas distintas, a de agência de marketing e a de agência de publicidade.
Duas tabelas dão faixas que mal se encostam
Em 9 de setembro de 2026 a gente abriu as duas páginas que aparecem em cima quando se pergunta o custo por mil pessoas e anotou o que cada uma diz do Feed do Instagram. Mesmo posicionamento, mesmo país, mesmo ano.
- Uma publica R$ 18 a R$ 35
- A outra publica R$ 12 a R$ 25
O piso da primeira fica acima do meio da segunda. Quem montar orçamento pela primeira vai achar que sobrou dinheiro quando ler a segunda, e quem fizer o contrário vai achar que faltou. Para uma padaria que separou R$ 600 no mês, essa diferença é a distância entre alcançar dezessete mil pessoas e alcançar trinta e três mil.
Nenhuma das duas mostra de onde tirou os números. A primeira escreve que os valores refletem dados agregados do mercado brasileiro, sem informar quantas campanhas, de que ramos ou de que período. A segunda é mais franca e registra que as faixas vêm da experiência dela com clientes e que não representam amostra auditada estatisticamente. É estimativa informada, e as duas seriam mais úteis se dissessem isso no título.
O leilão muda o preço a cada exibição
Antes de culpar quem escreveu as tabelas, vale entender por que elas não poderiam existir. A Meta não vende espaço publicitário por tabela de preço, ela roda um leilão. Toda vez que alguém abre o Instagram, o sistema decide em milissegundos qual anúncio mostrar entre todos os que querem falar com aquela pessoa.
Três coisas pesam nessa decisão: quanto cada anunciante está disposto a pagar, qual a probabilidade estimada de a pessoa fazer o que o anúncio pede e quão relevante a peça parece para ela. Por isso um anúncio bem feito costuma custar menos que um anúncio ruim disputando a mesma pessoa, e por isso o preço de novembro não é o de maio.
Antes de seguir, três palavras que aparecem misturadas e não são a mesma coisa. Impressão é uma exibição do anúncio. Alcance é o número de pessoas diferentes que viram. Frequência é quantas vezes cada uma viu em média. O CPM cobra por mil impressões, não por mil pessoas, então uma campanha com frequência alta gasta mais impressões nas mesmas cabeças.
O que encarece o seu leilão e não o do vizinho
Duas empresas na mesma rua pagam CPMs diferentes, e as razões são razoavelmente previsíveis. Vale conhecê-las porque a maioria está sob o seu controle.
- Ramo: quanto mais anunciante disputando o mesmo público, mais caro. Clínica e serviço financeiro disputam com quem tem orçamento grande
- Época: novembro e dezembro concentram verba de varejo e empurram o leilão inteiro para cima
- Tamanho do público: público muito estreito esgota rápido, a frequência sobe e o custo por pessoa nova sobe junto
- Criação: peça que segura atenção recebe entrega mais barata, porque o sistema aposta nela
- Posicionamento: Stories e Reels costumam custar menos que o Feed, e as duas tabelas concordam nisso
Repare que quatro dos cinco itens são decisões suas, não do sistema. É por isso que a gente costuma mexer em criação e em recorte de público antes de pedir aumento de verba: sai mais barato e o efeito aparece na mesma semana.
Vale um cuidado com o recorte geográfico, que é onde negócio pequeno costuma errar. Escolher a Grande Florianópolis inteira parece ampliar o alcance, mas coloca você disputando com anunciante de Florianópolis para falar com gente que não vai atravessar a ponte por uma pizza. Recortar por bairro ou por cidade costuma baixar o custo e melhorar o resultado ao mesmo tempo, e é a lógica por trás das nossas páginas de São José, Palhoça e Biguaçu.
O repasse de imposto encareceu a mesma verba em 2026
Tem um número nessa história que não é estimativa, e ele está publicado pela própria Meta. Desde 1º de janeiro de 2026 a empresa parou de absorver os impostos que incidem sobre publicidade no Brasil e passou a repassá-los na fatura de quem anuncia.
São dois. PIS e COFINS somam 9,25%, e o ISS entra com 2,9%. Juntos somam 12,15%, e aqui mora uma confusão que o mercado inteiro repete. Esses 12,15% são a alíquota calculada por dentro, sobre o valor total da nota. O aumento no seu desembolso é maior: pelo exemplo do próprio comunicado da Meta, entregar R$ 1.000 de anúncio passa a exigir R$ 1.138,30, ou seja 13,83% a mais. As duas frases são verdadeiras e respondem perguntas diferentes: para manter a mesma entrega, o desembolso sobe 13,83%; para manter o mesmo desembolso, a entrega cai 12,15%. A reforma tributária também começou a aparecer nas notas, com CBS a 0,9% e IBS a 0,1%, mas a Meta avisa que em 2026 isso é fase de teste e não altera o total.
Na prática, R$ 1.000 de mídia saem por cerca de R$ 1.138. Olhando pelo outro lado, quem manteve o orçamento igual ao do ano passado está comprando 12,15% menos entrega sem ter mudado nada na campanha. Vale conferir se a sua queda de resultado em 2026 é de desempenho ou de imposto, porque o tratamento é diferente.
O seu CPM está a quatro cliques no Gerenciador
Se você já anunciou alguma vez, não precisa da média de ninguém. O seu número real está no Gerenciador de Anúncios, e ele embute o seu ramo, a sua cidade, a sua criação e a sua concorrência de verdade.
- Abra o Gerenciador de Anúncios e vá em Campanhas
- Em Colunas, escolha Desempenho e cliques
- Ache a coluna CPM, custo por mil impressões
- Troque o período para os últimos 90 dias
O período importa mais do que parece. Sete dias pegam qualquer oscilação de leilão e devolvem um número que não se repete no mês seguinte. Noventa dias mostram a sua faixa real, com alta e baixa dentro dela. Se você anuncia pouco e o volume é baixo, olhe seis meses.
Quem nunca anunciou não tem esse número, e aí a saída honesta é reservar uma verba pequena por trinta dias só para medir. Sai mais barato do que planejar o ano inteiro em cima da média de um blog. Essa medição inicial é parte do que a gente entrega em tráfego pago e planejamento de mídia.
CPM barato e caixa vazia convivem sem problema
Vale dizer o impopular: para negócio pequeno de bairro, CPM é uma métrica ruim para decidir alguma coisa. Dá para conseguir alcance baratíssimo falando com gente que nunca vai comprar, e o relatório fica bonito enquanto o caixa continua igual.
A conta que costuma decidir o mês é outra: quantas conversas chegaram, quantas viraram orçamento e quanto custou cada uma dessas conversas. Alcance é o começo da fila. Quem cuida do fim da fila é o atendimento, e a gente já escreveu sobre o que acontece depois que a pessoa chama no WhatsApp.
Existe também o efeito que nenhuma métrica de mídia captura. Quem vê o mesmo rosto e a mesma marca por meses chega na conversa já decidido, e essa conversa custa menos para fechar do que a de quem viu o anúncio hoje pela primeira vez. Isso não aparece no CPM nem no custo por conversa do mês, aparece no tempo que a venda leva. É um dos motivos pelos quais a gente prefere uma diária de gravação que renda semanas de publicação a uma peça avulsa por campanha.
Tem ainda o caminho que não passa por leilão nenhum. Quem aparece primeiro na busca do bairro não pagou por aquela posição, e a ficha do Google pesa mais que o site nessa disputa. Escrevemos sobre isso em por que o concorrente aparece primeiro, e é para onde a gente costuma mandar quem tem pouca verba.
Como a Monamu trata verba de mídia
Custo por mil pessoas é uma pergunta legítima com uma resposta desconfortável: não existe tabela porque não existe preço, existe leilão. O que dá para saber com certeza é o seu próprio número, que está no Gerenciador, e o que mudou na conta de todo mundo em 2026, que é o repasse de 12,15% de imposto. Qualquer faixa apresentada como média nacional é palpite bem intencionado, e usar palpite como orçamento costuma sair caro no terceiro mês.
Na Monamu a gente separa as duas linhas em toda proposta: o que vai para a Meta e para o Google, e o que fica com quem planeja, escreve, filma e acompanha. Você enxerga quanto está comprando de entrega e quanto está comprando de trabalho, e pode discutir cada uma separadamente. Se quiser saber quanto faria sentido no seu caso, a primeira conversa é sem custo e sai com um plano de mídia escrito, seu, para executar com quem você preferir.
Os valores de mercado citados são aproximados, foram consultados em 9 de setembro de 2026 e variam ao longo do tempo, por região e por ramo. O repasse de imposto pode ser alterado pela plataforma.
Perguntas que chegam sobre isso
O que significa CPM?
CPM é a sigla de custo por mil, o valor cobrado para o seu anúncio ser exibido mil vezes. Ele cobra por exibição, não por pessoa e não por clique, então uma campanha que aparece várias vezes para as mesmas pessoas consome CPM sem alcançar gente nova.
Existe um CPM certo para Florianópolis?
Não existe número de referência para a cidade porque o leilão não é organizado por município. O que muda o seu custo é o público que você escolheu, o seu ramo e a época do ano. Duas empresas na mesma rua pagam valores diferentes no mesmo dia.
O imposto aparece separado na fatura?
Sim. Desde janeiro de 2026 a Meta discrimina PIS, COFINS e ISS na cobrança, valores que antes ela absorvia. A alíquota somada é 12,15%, mas como ela é calculada por dentro, o desembolso necessário para manter a mesma entrega sobe 13,83%. O CBS e o IBS da reforma também aparecem, mas a própria Meta informa que em 2026 não alteram o total cobrado.
Vale mais investir em anúncio ou em aparecer na busca?
Depende de quanto você pode esperar. Anúncio traz movimento enquanto está pago e para quando você desliga. A busca demora mais para render e continua rendendo depois, principalmente com o Perfil da Empresa no Google em dia. Com pouca verba, a busca costuma render mais por real gasto.
Vocês cobram porcentagem sobre a verba de anúncio?
Não. Na nossa proposta de mídia o valor do trabalho é fixo e conhecido antes de começar, e a verba de anúncio é sua, paga direto para a plataforma. A gente não ganha mais se você gastar mais, o que evita o conflito de interesse mais comum do mercado.
- Google, bloco As pessoas também perguntam, coletado em 16 de agosto de 2026 para agência de marketing Florianópolis e agência de publicidade Florianópolis
- Meta, comunicado sobre alterações nas notas fiscais de publicidade emitidas pela Facebook Serviços Online do Brasil, vigência 1º de janeiro de 2026, consultado em 9 e 30 de setembro de 2026: PIS/COFINS 9,25% e ISS 2,9%. O texto do comunicado fala em aumento aproximado de 12,15%, e o Exemplo 1 do mesmo documento informa que campanhas somando R$ 1.000 exigem orçamento interno de R$ 1.138,30, o que corresponde a 13,83%. A diferença é o cálculo por dentro
- Trafius, CPM médio no Facebook e Meta Ads Brasil 2026, consultado em 9 de setembro de 2026: Feed do Instagram R$ 18 a R$ 35, sem metodologia declarada
- Intent Marketing, Quanto custa anunciar no Meta Ads, consultado em 9 de setembro de 2026: Feed do Instagram R$ 12 a R$ 25, declarado como não auditado estatisticamente